
Todas as Primaveras, milhões de partículas, conhecidas por pólen, são libertadas de árvores, arbustos, flores ou ervas, espalhando-se pelo ar. A sua missão, que pode prolongar-se por muitos quilómetros, é fertilizarem outras plantas. Mas podem nunca atingir o alvo. Em vez disso, entram nas fossas nasais e nas gargantas através da respiração.
Desde o nariz até aos pulmões todo o sistema respiratório parece sofrer, de modos diferentes, com uma infinidade de sintomas, como espirros, tosse, olhos vermelhos ou com lágrimas e que se traduzem em doenças tão variadas como a rinite alérgica, a sinusite, a bronquite, a asma, a febre dos fenos ou a conjuntivite.
Os cientistas acreditam que a predisposição para alergias, que muitas vezes se tornam crónicas, pode ser um factor herdado na nossa carga genética; outras vezes quando o organismo se encontra mais debilitado (alimentação deficiente, ar viciado ou stress), as hipóteses de infecção são maiores.
Na perspectiva da Medicina Chinesa, as alergias de Primavera são provocadas por um desequilíbrio interior, nomeadamente por uma fraqueza no Meridiano dos Pulmões e por desajustes na energias que circulam nos meridianos do Baço/Estômago e, eventualmente, no Meridiano do Fígado (quando existem também sintomas de tensão nervosa).
Numa fase aguda, os terapeutas de MTC avançam com um desbloqueamento dos Meridianos, através de sessões de Acupunctura e de Moxabustão em determinados pontos. Tudo sem esquecer os óleos à base de ervas medicinais chinesas. Na fase da recuperação, trata-se o equilíbrio interior. Ou seja, os fluxos energéticos desajustados, sendo aqui o tratamento diferente de pessoa para pessoa. Refira-se que na fase aguda são curados os sintomas e depois as causas, eliminando o mal pela raiz.



















